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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Bring 'em in!!

Um dos meus blogs de eleição é, sem sombra de dúvida, o "Saídos da Concha" da Constança Cabral. Já o tinha descoberto há alguns anos mas só há mais ou menos um ano é que comecei a segui-lo com afinco. No entanto, não saí prejudicada porque me tenho aplicado a viver algumas das mais interessantes experiências propostas no blog.

Tal como a Constança valorizo muito as estações e acho que o meu esforço por vivê-las mais intensamente me tem ajudado a tornar-me uma pessoa mais feliz. Por norma sou uma pessoa um tanto fotossintética: sempre que o Sol sorri, eu ando toda contente mas sempre que a chuva cai eu ando a chorar pelos cantos. Não posso dizer que este sentimento tenha desaparecido totalmente mas descobri que se me empenhar em descobrir o que cada temporada tem de melhor, então, valorizarei mais o passar do tempo e serei mais feliz em cada uma das estações. 
A mudança que mais me custa é, sem dúvida, a passagem do Outono para o Inverno. Mas por estranho que pareça adoro o Outono: a temperatura das cores e dos cheiros, as colheitas, as compotas, o forno que começa a estar mais vezes ligado, etc. Os meus projectos de Outono não acabam nunca! Mas o Inverno sempre foi uma estação que me constrange, me deixa vazia…a mim e à minha casa que, não fosse o crepitar da lareira acesa, fica com um ar mais cinzento. Este ano estou a fazer um esforço por me empenhar em projectos de Inverno, muitos deles têm, na verdade, início bem antes: em Agosto e Setembro com o intuíto de terem um final feliz lá para Dezembro e Janeiro!
Entre eles, e seguindo o conselho da Constança, dediquei-me a forçar bolbos. Comecei no fim de Setembro mas o processo ainda decorre porque podemos prolongar as plantações até ao Inverno. Já tenho no processo bolbos de muscari, jacintos e narcisos paper-white. Há algo de fantástico em ir espreitando a sua evolução, como quem espera por um raio de sol! Só de pensar que terei uma pequena Primavera dentro de casa, mesmo em pleno Inverno, já me deixa em pulgas!

Aqui estão os primeiros resultados com os bolbos de muscari que foram os primeiros a despertar.


One blog that I love, is the "Saídos da Concha" by Constança Cabral. I discovered it a few years ago, but only about one year ago I started to follow it regularly. I am delighted since I started to apply some of the most interesting experiences proposed on the blog.

Like Constança, I greatly value the seasons and I think that my effort to live them more intensely has helped me become a happier person. Normally I am quite... photosynthetic: when the sun smiles, I am happy, but when the rain falls I walk into tears all the way down... I can not say that this feeling has completely disappeared, but found that engage me in what each season has to offer, let me value each moment more.
The change that more difficult to me is, undoubtedly, from Autumn to Winter. However, I really love Autumn: the temperature, the colors and the smells, the fruit picking, the jams, the oven that begins to be on more often, etc. My Autumn projects are neverending! But the Winter has always been a season that constrains me, leave me empty ... me and my house that, besides the crackling of the fire in the fireplace, gets a little more gray. This year I am making an effort to engage me in Winter projects, many of them actually started earlier in August and September with the goal of having a happy ending during December and January!
Among them, and following the advice of Constança, I dedicated myself to forcing bulbs. I started in late September but the process is still ongoing because we can extend it until the winter comes. I already have in the process some muscari bulbs, hyacinths and paper-white narcissus. There is something magic in follow their evolution, as if waiting for a sunshine! Just thinking that I will have a small smell of Spring inside the house, even during the winter, it leaves me happy!

Here are the first results with muscari bulbs that were the first to awake.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Jardins. Gardens.

Todos os anos temos um motivo para ir a Ponte de Lima. Como se não bastasse o fabuloso cenário das Lagoas de Bertiandos e São Pedro de Arcos, desde há alguns anos para cá, o Festival de Jardins tem feito as nossas mentes sonhar um pouco, romper com as convenções e brincar outra vez. Este ano não foi excepção! À porta há um clube de canoagem, uma actividade que, para o ano não vai escapar!














Every year we have some reason to go to Ponte de Lima, in the north of Portugal. The fabulous scenario of the Lagoas de Bertiandos and São Pedro de Arcos is enough to bring us there, but the International Garden Festival has made up our minds to dream a little, breaking with conventions and play again as a child. This year was no exception! 
At the door there is a canoeing club, an activity that will not escape in the next year!

(Photos: Eunice Sousa and family)

sábado, 20 de setembro de 2014

Detour

Há uns tempos fui às Caldas da Rainha. Fizemos um pic-nic, fomos a uma feira de antiguidades que havia no jardim principal e até vimos passar a volta a Portugal. Escusado será dizer que já tinha em mente um pequeno desvio à loja de fábrica das faianças Bordallo Pinheiro.
A loja é irresistível e tem uma secção de outlet demasiado boa para vir de mãos a abanar! Claro que hei-de lá voltar e para já limitei-me a trazer umas peças para decorar a mesa de Natal.


Loja Bordallo Pinheiro. 
Bordallo Pinheiro shop.

Museu da Cerâmica.
Pottery museum.

Antiga fábrica de cerâmica.
Old pottery factory.

Lagoa de Óbidos.
Óbidos lagoon.

Some time ago, I went to Caldas da Rainha with my family. We had a picnic, we went to a antiques fair taking place and we even saw the bicycle tour in Portugal passing in the village. Needless to say that I had in mind a small detour to the factory store of the portuguese famous Bordallo Pinheiro pottery. 
The store is overwhelming and has an outlet section too good to come home empty handed! Of course I will go back there in the future so I limited myself to bring some pieces to decorate the Christmas table this year. 

(Photos: Eunice Sousa)

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Monsaraz, Alentejo

Não posso deixar de partilhar convosco as minhas paixões pelas coisas simples. Estivemos uns dias no Alentejo, em Monsaraz onde as portas e janelas têm personalidade: de tão honestas espelham as coisas maravilhosas daquela região.

I always want to share my passions for the simple things. We went a few days to Alentejo, in Monsaraz, where doors and windows have personality: so honest that they mirror the wonderful things we can find in the region.
























(Photos: Eunice Sousa)

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Lamp

Ando há meses à procura de um candeeiro para o escritório que é uma divisão pequena e pede algo pequeno mas com personalidade. Encontrei este! Acho que foi por ser tão simples que me apaixonei. Para já vou ficar a namorá-lo. A é questão saber se há alguma versão com uma lâmpada de baixo consumo!


For months I looked for a lamp for my office: is a small room and needs something small but with personality. Finally I think I found this lamp. I think it was because it was so simple that I fall in love. For now I just can stare at it.  The question is: is there is any version with a low consumption lamp?

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Hello gorgeous!

Não é isto que queremos ouvir todos os dias ao acordar? Pois bem, havia um cantinho no meu quarto que estava mesmo a pedi-las e uma moldura do IKEA pela qual já tinham passado várias possibilidades sem destino certo. Inspirada por algumas imagens do pinterest acabei por conseguir um belo trabalho! 
Trabalhei as letras no computador e imprimi-as num tom muito leve. Depois pintei, literalmente, as letras com cola branca e um pincel normalíssimo. Por fim polvilhei tudo com purpurina prateada! Está simples e muito elegante, com o brilho que um sorriso sincero tem quando nos diz: "Hello gorgeous!"




This is what we want to hear every day when you wake up, isn't it? Well, there was a corner in my room that was asking for it, and a frame from IKEA without a soul. Inspired by some images from pinterest, I ended up with a great piece of art!
I worked the letters on the computer and printed them in a very light tone. Once printed I, literally, painted the letters with white glue and very normal brush. Finally I sprinkled all with silver glitter! It is simple and very elegant, with the brightness that an honest smile has when saying: "Hello gorgeous"!

(Photos: Eunice Sousa)

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Seeds of future

Com algumas ideias para o futuro, começo progressivamente, e nos meus tempos livres a debruçar-me sobre coisas novas. Até agora sentia que a minha curiosidade apenas me deixava vaguear mas hoje penso estar um pouco mais focada… O meu lema é ser "handmade".



With some ideas for the future, I started gradually,to dedicate in my free time to new things. Until now felt that my curiosity just let me ramble, but today I think I'm a little more focused … My motto is to be handmade.

(Photos: Eunice Sousa)

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Working… hard?

Esta semana não começou facilmente e deixou-me a reflectir acerca de um dos meus maiores objectivos. Ser feliz também no trabalho. Tenho-me confrontado com momentos difíceis e que, infelizmente, nasceram já há alguns anos. A minha última escolha em favor desta linha de trabalho contra a qual luto actualmente já não foi feita com o coração mas com a razão. Felizmente o coração sabe o que quer e, também ele, tem as suas razões. A razão impelou-me para um emprego, ponto final. De preferência o mais "glorificante" possível dentro das possibilidades: na minha área, e que a média generosa que, com esforço, consegui me possibilita. E se do outro lado, aquele de onde fala o coração não existe nenhuma outra possibilidade, esperança ou caminho definido então é mais fácil ceder à razão, à formação, à média e por aí em diante.
Por causa dessa cedência, hoje estou numa posição difícil a nível profissional… tenho trabalho, sim, mas é uma tortura... Deixei-me prender a uma espécie de contrato (de alguma forma algo até mais forte) durante uma mão de anos e não posso libertar-me dela. Mas esta posição está a tornar-se saturante e no vai e vem de tantas conversas que fui tendo sobre isto, de tantos conselhos que pedi, consegui criar o meu ponto de vista pessoal de como as coisas funcionam para mim. Em primeiro lugar, ao contrário do que me dizem, trabalhar não se resume apenas em ganhar ao fim do mês. É, sem dúvida a principal razão para trabalharmos. Mas se deixarmos que se resuma a isso depressa saberemos o quanto custa trabalhar nesses termos. Passamos demasiado tempo a trabalhar para que seja indiferente o que fazemos durante esse período. E o trabalho não é indiferente para tudo o resto que fazemos nas nossas vidas. Para além de nos possibilitar, financeiramente, fazer todas as outras coisas na vida, o trabalho deve dar-nos motivação para elas… e não deixar-nos em baixo, exaustos, deprimidos querendo apenas, e somente, adormecer e sonhar…
Em primeiro lugar, portanto, acredito que é importante lutar por fazer algo que nos deixe feliz. Não é que alguém esteja contra isto, mas nem todos vêm nisso algo determinante para a nossa felicidade, tanto ou mais do que o salário que recebemos ao fim do mês. Recentemente vi este vídeo que, com uns argumentos com os quais estou mais, e outros com os quais estou menos de acordo, passa a mensagem que pretendo: é possível todos sermos felizes no trabalho.


This week did not start easily… and this allowed me to think about one of my biggest goals: be happy at work. I have faced some difficulties lately that, unfortunately, born several years ago. My most recent choice in favor of this work line, against which I fight today, wasn't made ​​with my heart but with my brain. Fortunately my heart knows what it wants and also has its reasons. The reason lead me to take a job, period. The more "glorifying " possible within the possibilities: in my study area, and that my generous student results can enable me. And if there is no other possibility, hope or path set, then it is easier to give a chance to our brain, our student results, etc.
Because of this decision, I am now in a difficult position at the professional level... I'm working, yes, but it's torture... I let myself hold to a kind of contract (somehow something even stronger) during a hand of years and I can not rid myself of it. But this position is becoming saturating and the all conversations I had about this, all help that I asked, allowed me to create my personal view of how things work for me. First, contrary to what everyone tells me, work is not just about have some money at the end of the month. It is, undoubtedly, the main reason for us to work. But if we summarize it as this, we will know quickly how much it costs to work in those terms. We spent too much time working to be indifferent to what we do during this period. And the work is not indifferent to everything else we do in our lives. In addition to allow us, financially, to do all other things in life, work should give us motivation for all those things ... and not let us down, exhausted, depressed, wanting only, and only, fall asleep and dream for a better day...
Firstly, therefore, I believe it is important to fight for job that make us happy. Is not that anyone is against it, but several doubt that this can be important to our happiness as much or more than the salary we have at the end of the month. Recently I saw this video. It includes some arguments with which I am not sure to agree but it sends the message that I started to believe: that everyone can be happy at work.

sábado, 19 de abril de 2014

Easter yellow

O meu amarelo favorito na mesa de Páscoa! Este não podia faltar. Apesar de não ter passado a Páscoa em casa não podia deixar de por uma mesa alegre para festejar e cheia de coisas boas. Em geral não gosto das  decorações de páscoa que andam por aí pelo que me cingi a uns coelhos de cerâmica, ovinhos feitos por mim e muitos toques de cor que dão a qualquer mesa o tema que quisermos, por mais tímido que ele possa parecer. As flores, claro, não podiam faltar… em amarelo!






My favorite yellow on the Easter table! Despite I didn't spent my Easter at home, I could not spare a beautiful table full of goodies to celebrate. In general I do not like the Easter decorations around here so gird me to a cute ceramic rabbits, small eggs made ​​by myself and many touches of color that give the theme to any table we want, no matter what. The flowers, of course, could not miss ... in yellow!

(Photos: Eunice Sousa)

sexta-feira, 28 de março de 2014

Loose your fear

Uma das maiores lutas que tenho enfrentado é contra mim mesma. Não contra mim, como pessoal, mas contra os meus medos...



One of the biggest struggles I have faced is against myself. Not against me as a person, but against my fears...

terça-feira, 25 de março de 2014

People from Nature

A nossa viagem ao Quénia deu-nos a conhecer outra realidade. E aos quenianos também.  Quando lá chegamos não somos nós os únicos a querermos conhecê-los. Eles também nos querem conhecer. Das coisas mais engraçadas foi perceber que o próprio continente é muito diferente. Na Europa já não há tribos como em África. E só no Quénia há mais de 40 com os respectivos dialectos. 

Our trip to Kenya gave us conscience of another reality. It also gave it to Kenyans. When we got there we weren't the only ones wanting to know them. They also wanted to know us. One of the funniest things was to realize that the continent, itself, is very different. In Europe there is no such a think as tribes like in Africa. And just in Kenya, they have more than 40 tribes, with their respective dialects.






Actualmente, não se trata apenas de uma questão de necessidade. Em parte muitos preferem realmente continuar o seu estilo de vida. O mais estranho é que mesmo os indivíduos das tribos como os Masai, vão à escola e conhecem o mundo de uma forma mais ocidentalizada que as gerações anteriores. O guia que nos levou a uma das aldeias Masai estava prestes a entrar na universidade para o curso de medicina, mas optou por continuar a viver o estilo de vida da sua família. É sabido que a exploração turística destas aldeias que lhes fornece uma parte substancial dos rendimentos com os quais vivem (há muitas coisas que consomem para além dos produtos próprios). No entanto, ainda assim é muito difícil para nós perceber como é possível viver em condições tão precárias a duas horas em terra batida de qualquer civilização. É uma realidade tão diferente! No entanto, são estes que estão em pleno contacto com a Natureza na sua versão mais genuína e conhecem os seus tesouros como ninguém. Ainda assim, viver com pouco é um desafio para nós, europeus, mesmo quando se tem debaixo dos pés os tesouros da natureza. Para eles, ela é tudo, ela é Mãe.

Today, it is not just a matter of necessity. In many actually prefer to continue their lifestyle. The strangest thing is that even individuals from tribes like the Masai, usually go to school and know the world in a more westernized way than their previous generations. The guide who took us to a Masai village was about to go to the university to study medicine, but he chose to continue to live the lifestyle of his family. It is known that the tourism exploitation of these villages provides them a substantial part of their income ( there are many things they consume beyond the products they produce). However , it is still very difficult for us to realize how it is possible to live in such poor conditions, two hours away of any civilization. It's such a different reality! However, it is these communities are in full contact with Nature in its most genuine version and know her treasures as anyone. Still, with live with few possessions is a challenge for us Europeans, even if you have nature's treasures underfoot. For them, she is all, she is Mother.







Para mim foram uma inspiração neste caminho. Ainda que já não sejam genuínos de todo, deixaram-me a pensar na essência de viver assim. Não só pelo facto de viverem com menos, mas também pelo contacto com a Natureza e pela distância, pelo menos a necessária, a este mundo que nos leva.

They were an inspiration to me in this way. Even that they aren't genuine, it made me think about the essence of it. Not only because they live with less, but also because of their intimate contact with nature and the distance, at least  the necessary, from this world that is moving us too fast.

(Photos: Eunice Sousa)